
Passando por cortinas
Cor de sangue purificado,
Encontro-me num quarto decorado.
No centro estás tu na cama deitada.
Rodeado de cheiros exóticos,
Chamas de velas de várias cores agitam-se,
No cama do quarto encarnado,
Estás tu, como uma princesa arábica.
Aproximo-me da cama,
Ouço-te a chamar por mim.
Ambos os nossos corações estão sincronizados,
Possuir-nos-emos um ao outro.
Debruço-me sobre ti,
Beijando os teus lábios húmidos e carnosos,
Uma luta bela de se ver e participar...
Trocando amor um com o outro.
Removo tudo aquilo que não faz parte de ti,
Vejo-te nua, à minha frente
Removes tudo aquilo que não faz parte de mim,
Vejo-me nu, à tua frente.
Beijo-te o pescoço,
Tão bela parte do teu esbelto corpo
Como um vampiro que não bebe sangue,
Eu me sacio incansavelmente.
Avanço pelo teu peito
Acaraciando-te, percorrendo-te com os dedos
Estimulo-te enquanto me arranhas as costas,
Rainha do prazer total.
Desço sobre o teu maior segredo,
Lambendo-te a profundeza.
Começas a contorcer, a gemer
Agarras-me a cabeça, pedes por mais, mais, mais!
Pegas na minha inocência,
Com a língua a estimulas,
Depositas-la sobre a boca, porém
Indecisa se a deves ou não depositar.
Finalmente nos unimos,
Tornamo-nos um só,
A Bela e o Poeta,
Todas os versos são feios, perante aquela imagem.
Penetrando-te, avançando,
Percorro com as mãos todo o teu corpo,
Procurando conhecer cada ponto, cada pedaço de pele,
Beijas-me enquanto te contorces ao prazer.
Continuamos na batalha durante um grande momento.
Exaustos da luta nós já nos encontramos.
Extâse final, o meu bem pessoal eu te ofereço,
Nenhum ganha a guerra, ambos somos vitoriosos.
Permaneço ao teu lado, exausto.
Tu a dormir sobre o meu peito,
Acaracio-te o cabelo cor da noite,
E deixo-me levar pelo tempo...