
Sozinho no castelo eu estava, milhares de pedras à minha volta, a solidão de um tirano.
A escuridão da minha mente, controlando toda a dor interior. Nunca choraria. A ferramenta de um ditador.
Cego eu era, sem poder observar o futuro, nem experimentar os mais belos dos sentimentos.
Ao abrir o portão, um milhão de cores passaram por mim. Todos os sentidos desaparecidos... Onde estavam eles? Todos os sentimentos aqui. O meu destino parcialmente completo.
Nasci no 17 de Dezembro. Uma noite de estrelas e sonhos. A minha jornada começou. O tempo de ser ouvido chegou.
Finalmente vejo. Uma luz encandescente que não faz fechar os olhos
cobria-me. Senti-te pela primeira vez. Tu, a minha Quinto Elemento,
minha anjo da vida.
Continuei procurando, pensado em ti e para ti. Todos os restantes Elementos à minha volta a apoiarem-me, desde o Primeiro até ao Quarto, todos presentes em busca da
verdadeira chave.
Vezes sem conta te encontrei, vezes sem conta te perdi,
o meu futuro final.
Assim usando os Elementos, sou soprado na direcção correcta pelo Primeiro, o gémeo da minha escuridão, fixo-me à realidade pelo Segundo, sou purificado pela Terceiro, e motivado pelo Quarto.
Finalmente chego ao passo o qual sinto que te tenho que observar e ver. A experiência mais bela apodera-me. Sem saber o que fazer, o que dizer, vejo-me perante tamanho esplendor. Tal poder é o da Quinto, tal experência foi apagada da minha mente, e
somente a sua aura, a sua energia eu me lembro. Algo inexplicável, algo nunca dito nem visto.
Agora, nesta batalha sangrenta, nunca antes ganha, eu me ergo de mais uma das várias quedas, olho para o céu e recordo aquilo pelo que estou a lutar. O sentimento supremo, dado pelo mais belo dos Elementos, aquele sentimento a que os humanos chamam de amor.