mil origami funcionam

Wednesday, March 26, 2008



Heróis da guerra todos nós somos,
Continuamente lutando pela vida perfeita,
Procura do conhecimento absoluto, da felicidade eterna.
A chama da vida.

Cada um luta como sabe,
Uns honestamente, sem magoar
Outros destruindo tudo à sua volta, assassinando.
Assim é a vida.

Os mais perigosos são aqueles que têm o dom da língua,
Demasiado espertos e sem escrúpulos
Capazes de magoar toda a gente à sua volta para obter a felicidade,
Mestres dos infortúnios.

A minha arma é a percepção:
Conhecer as pessoas melhor do que nínguem,
Pois nada é mais sincero que a silhueta, o sorriso, o olhar.
Usá-la-ei sapiamente.

Este não é o final de toda a esperança,
De toda a fé,
Pois o sentimento renasce,
Anjos cairam, mas eu continuo aqui.

Esta é a minha solução!
Mil origami funcionam!
O desejo do coração,
A paz de espírito.

Corda vermelha do destino



Porque será tudo assim?
Desde o mais pequeno grão de areia
Até à mais colossal montanha
Qual é o seu significado?

Palavras e mais palavras,
Acções e mais acções,
O que é isto? Lágrimas de vida desaparecidas,
Algo intenso e inexplicável.

O infinito abismo, negro e podre
Começa de novo a apoderar-se do meu coração
Algo está errado, um pressentimento
Será que tal sentimento existe?

Procuro a minha corda vermelha do destino
Não a vejo, não a encontro
Estou à deriva num mar de almas
Eu próprio pertencente a esse mar.

Qual é a luz que avisto?
Branca e poderosa,
Continuarei perdido, mas confiante
Confiante no Seu poder.

Terra de confusão

Monday, March 24, 2008



Um macrabo carrossel,
Ás voltas, ás voltas, ás voltas,
Uma mistura de cores,
Uma confusão de imagens.

A personalidade afastada
Perdida no meio de um oceano de indecisões.
Procurando encontrar-se,
Saber aquilo que faz.

Amor imperfeito, paz de guerra,
Vida de sucesso, mas perdida
A confusão eterna,
Perdida nas trevas da mente.

Quem é quem?
O que fazer e como fazer?
As tintas da pintura estão distorcidas.
Borras de tinta espalham-se pelo quadro.

Na Terra da Confusão,
Tudo está indeciso, tudo está perdido.
Mortes vivas, brancos obscuros,
Tudo é estranho.

Que será daquele que entrar na terra inóspita?
Perdido na confusão, saberá o caminho?
Andando nesta terra macraba
Serão decisões tomadas?

olhos

Saturday, March 22, 2008



O verde e o castanho,
A lembrança de uma tarde no campo,
A floresta dos segredos.
A residência da alma.

Um gesto inconfudível
Mergulha-me num estado hipnotizante...
As mais variadas cores habitam
Naquele local, presentes.

Olhos nos olhos.
O espelho da mente,
Os portões das almas abrem-se.
O ser conhece-se.

Olhos de variadas cores, de variadas formas
Observam-me, testam-me...
Porém há uns que mais se destacam,
Olhos de água.

Uma beleza impressionante,
Fazem-nos sentir envolvidos, protegidos.
Dão-nos a força de continuar a viver,
Alimentam o nosso espírito.

A primeira vez que os vimos
Uma reacção confusa apodera-nos.
Olhos de uma beldade, olhos de sereia.
Ajudai-nos!

estrela

Friday, March 21, 2008



Estrela solitária,
Bem no alto tu repousas, brilhando
Tentando atrair as atenções das outras
Porém nada conseguindo.

No céu escuro e sombrio,
Tu permaneces confiante
Com a tua luz pálida e esbelta.
Aguenta-te firme, minha estrela solitária.

Fruto de uma gravidez sem amor
Foste tu concebida, ignorada por todas as outras
Abandonada, sozinha, perdida.
Minha estrela solitária.

Olho para ti a brilhares no alto...
Tu és a minha estrela!
Aquela a que eu apelo todas as fortunas,
Todos os desejos!

Brilha estrela Solitária! Brilha!
Ilumina com a tua luz a noite sombria
Nunca mais estarás só!
Mas sim rodeada!

Palhaçadas

Wednesday, March 19, 2008



Por nada em particular,
Eu fecho a minha boca,
Simplesmente recuso-me!
Não falo. Acto.

Sou humano,
Corpo, mente e alma.
Preciso de amar e ser amado
Como toda a gente o é.

Penso, logo tu existes.
A minha filosofia
É silenciosa e poderosa.

Sempre a seguir a corrente temporal.
Espero que deixe de ser o palhaço,
E finalmente todos os palhaços à minha volta desapareçam.

Os risos falsos do dia-a-dia,
A máscara milhares de vezes usada,
Inquebrável, branca, sem expressão.
A felicidade triste e penosa.

Consegues sentir a força do tempo?
As ideias imaginárias?
A força que te move?
Sente a corrente, o fluido da vida, o sopro do vento.

As correntes que te prendem à Terra são quebradas,
Ergues-te majestosamente.
Olhas-te ao espelho, um palhaço nunca mais.
Alguém, o ser que eu preciso de sentir perto, perto, perto...

the fate

Tuesday, March 18, 2008



Sozinho no castelo eu estava, milhares de pedras à minha volta, a solidão de um tirano.

A escuridão da minha mente, controlando toda a dor interior. Nunca choraria. A ferramenta de um ditador.

Cego eu era, sem poder observar o futuro, nem experimentar os mais belos dos sentimentos.

Ao abrir o portão, um milhão de cores passaram por mim. Todos os sentidos desaparecidos... Onde estavam eles? Todos os sentimentos aqui. O meu destino parcialmente completo.

Nasci no 17 de Dezembro. Uma noite de estrelas e sonhos. A minha jornada começou. O tempo de ser ouvido chegou.

Finalmente vejo. Uma luz encandescente que não faz fechar os olhos 
cobria-me. Senti-te pela primeira vez. Tu, a minha Quinto Elemento, 
minha anjo da vida.

Continuei procurando, pensado em ti e para ti. Todos os restantes Elementos à minha volta a apoiarem-me, desde o Primeiro até ao Quarto, todos presentes em busca da 
verdadeira chave.

Vezes sem conta te encontrei, vezes sem conta te perdi, 
o meu futuro final.

Assim usando os Elementos, sou soprado na direcção correcta pelo Primeiro, o gémeo da minha escuridão, fixo-me à realidade pelo Segundo, sou purificado pela Terceiro, e motivado pelo Quarto.

Finalmente chego ao passo o qual sinto que te tenho que observar e ver. A experiência mais bela apodera-me. Sem saber o que fazer, o que dizer, vejo-me perante tamanho esplendor. Tal poder é o da Quinto, tal experência foi apagada da minha mente, e
somente a sua aura, a sua energia eu me lembro. Algo inexplicável, algo nunca dito nem visto.

Agora, nesta batalha sangrenta, nunca antes ganha, eu me ergo de mais uma das várias quedas, olho para o céu e recordo aquilo pelo que estou a lutar. O sentimento supremo, dado pelo mais belo dos Elementos, aquele sentimento a que os humanos chamam de amor.